Ressonâncias da Mensagem do Graal 1

de Abdrushin


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60. Inenteal

A palavra “enteal” é uma expressão da Criação. É tão abrangente, que o espírito humano, como uma partícula da Criação, nunca poderá ter dela um conceito certo.

Como o contrário de enteal, é mencionada a expressão “inenteal”. O que inenteal significa, muito menos ainda a criatura humana pode imaginar. Terá sempre uma idéia pouco clara disso, porque se trata de algo, que terá de ser sempre um enigma para ela. Nem pode formar um conceito para isso, porque para o inenteal não existe nenhuma forma no sentido do espírito humano.

No entanto, a fim de vos levar pelo menos um pouco mais perto da compreensão, quero uma vez empregar, para expressões referentes à Criação, expressões terrenas, mesmo que estas possam significar apenas uma diminuta sombra em relação à realidade.

Como enteal, pensai o que é dependente, e, como inenteal, o único independente!

Isto vos dará, pensado de maneira humana, a melhor possibilidade de aproximar-vos objetivamente, mesmo que também não possa transmitir ou designar o que realmente é, ou como é; pois esse “o que” nunca poderíeis compreender, ao passo que podereis fazer, dessa maneira, pelo menos uma imagem aproximada sobre o “como”.

O inenteal é, portanto, o único independente, ao passo que tudo o mais depende dele em todos os aspectos e, por isso, é denominado de enteal, ao qual pertence também todo o espiritual e da mesma forma todo o divino, ao passo que o inenteal é somente Deus!

Vedes, portanto, que entre o divino e Deus há ainda uma grande diferença. O divino ainda não é Deus; pois o divino é enteal, Deus, no entanto, inenteal. O divino é dependente de Deus, não pode existir sem Deus. Deus, porém, é realmente independente, se quisermos utilizar expressões terrenas para isso, as quais naturalmente não podem dar a entender aquilo, que realmente é, visto que conceitos terrenos ou humanos não conseguem abranger tamanha grandeza.

Deus, portanto, não é divino, atentai bem nisso, mas Deus é Deus, visto que Ele é inenteal, e o inenteal não é divino, mas, sim, Deus!

Cristo Jesus disse outrora com palavras singelas:

“Eu e o Pai somos um!”

Portanto, ele não era divino, o que significaria enteal, mas ele era Filho de Deus, vindo do Inenteal.

A expressão “o divino” em relação a ele, portanto, está errada, se vós seres humanos quereis considerá-lo bem. Divinos são os arcanjos e os anciãos no divino. Jesus, porém, era e é Filho de Deus!

Nisso reside um fato simples, inalterável, por ele ter vindo do inenteal, portanto, do próprio Deus, e não da irradiação imediata de Deus, que é enteal, e que é denominada de divina.

O núcleo do Filho de Deus é uma parte do próprio inenteal. Como podeis ver, o sacrifício, que Deus-Pai ofereceu à toda humanidade é, portanto, muito maior, e o crime dessa humanidade e o de Lúcifer é ainda muito mais monstruoso, os quais empreenderam uma luta da mais baixa espécie contra Deus, do qual eles todos, sem exceção, têm que permanecer totalmente dependentes.

A conseqüência da sagrada ira virá sobre os blasfemos com toda a força, que não deverá ser amenizada!

Vós, porém, a quem foi permitido conhecer a minha Palavra, que provém do inenteal, podeis reconhecer nisso agora toda a grandeza de vossa missão, como também a abrangência de toda a graça, que, com isso, vos é concedida.

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