Ressonâncias da Mensagem do Graal 2

de Abdrushin


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8. Fiéis por hábito

Deve ter chamado a atenção dos seres humanos que menciono tão freqüentemente, como sendo nefasto, o irrestrito domínio do intelecto e a grande indolência do espírito, mas é necessário; pois ambos os fenômenos estão inseparavelmente ligados e devem ser considerados como os pontos de partida de muitos males, até como a verdadeira causa, hostil à Luz, para o retrocesso e queda dos desenvolvidos.

Hostil à Luz, porque impede o reconhecimento de todos os acontecimentos da Luz e auxílios da Luz, porque o intelecto preso à Terra, quando chega a dominar, corta como primeira coisa, atuando reciprocamente, a ligação para a possibilidade do reconhecimento da Luz e, com isso, ata o espírito, que aguarda o desenvolvimento no invólucro grosso-material, junto com este invólucro, que lhe devia servir.

O processo é, em seu efeito objetivamente em pleno acordo com as leis da Criação, de espécie tão horrível, como o ser humano nem é capaz de fazer uma idéia correta; pois senão iria ter que desmoronar em si pelo medo.

É justamente por isso especialmente terrível, porque, nisso, tudo tem que se desenvolver em direção à ruína, e nem pode de outro modo, desde que o espírito humano terreno, com pecaminoso querer próprio contra a sacrossanta vontade de Deus, deu ao seu próprio desenvolvimento a direção errada, a qual forma toda a desgraça sob a pressão das leis auto-atuantes desta Criação, cuja atuação o ser humano privou-se da possibilidade de reconhecer.

Mudou leviana e violentamente uma chave de desvio no mecanismo em perfeito funcionamento da maravilhosa obra de Deus, de tal forma, que, no curso progressivo de seu comboio do destino, teve que se seguir o descarrilhamento como um acontecimento inevitável.

E o acontecimento, por sua vez, que atinge em primeira linha a humanidade terrena, põe, nisso, simultaneamente em máximo perigo também o seu ambiente, que nada tem a ver com esse falhar e que, de qualquer forma, sempre teve de sofrer com isso e foi retido do desenvolvimento.

Ponderai uma vez vós mesmos com toda a serenidade, o que tem de significar se aquele instrumento, o intelecto, que o Criador, cheio de graça, deu a cada espírito humano terreno como auxílio para o necessário desenvolvimento na matéria grosseira, em oposição à sua incumbência, ainda afastar o espírito de qualquer possibilidade de ligação com as correntes de força ascendentes da Luz, como conseqüência de vossa ação, em vez de, subordinando-se, servi-lo e propagar a vontade da Luz no ambiente material, enobrecendo-o cada vez mais, para torná-lo naquele paraíso terreno que deveria surgir.

Esse falhar, forçado no livre querer por cobiça e presunção, é tão inaudito, que uma tal culpa do preguiçoso espírito humano terreno parece então demasiadamente grande a cada um que desperta, para mais uma vez obter o perdão no amor do Onipotente.

Somente a condenação através da retirada de todas as graças provindas da Luz e da decomposição deveria ser o merecido destino dos espíritos humanos terrenos, que impulsionaram constantemente toda uma parte da Criação para a inevitável destruição, com presunçosa teimosia, se esse amor do Onipotente não estivesse ligado ao mesmo tempo com a perfeita justiça, uma vez que ela é amor de Deus, que permanecerá eternamente incompreensível aos espíritos humanos. E a justiça de Deus não é capaz de abandonar algo totalmente à ruína, enquanto nele arderem centelhazinhas, que não o mereçam.

Por causa desse bem ínfimo número de centelhazinhas espirituais, ansiando pela Luz, foi trazida para esta parte da Criação, próxima da desintegração, mais uma vez a Palavra do Senhor, para que possam salvar-se todos aqueles, que trazem em si a verdadeira vontade para isso e que realmente se movimentam nesse sentido com toda a força, que ainda lhes restou.

Contudo, essa vontade tem que ser constituída de maneira diferente do que muitas das numerosas pessoas na Terra, que acreditam em Deus, imaginam!

Por isso, escutai a Palavra, a qual podeis agarrar como corda de salvação ainda na última hora. Depois ela nunca mais vos será dada em mãos, se vós, desta vez, negligenciardes o momento para isso!

O domínio do intelecto isola o espírito completamente de qualquer possibilidade de seu desenvolvimento necessário. Esse fato em si não é uma maldade do intelecto, mas um efeito completamente natural. Ele age com isso meramente segundo a sua espécie, por não poder de maneira diferente do que fazer sua espécie se desenvolver à florescência e à mais plena força, se ele for unilateralmente cultivado e colocado no lugar errado, ao lhe submeter irrestritamente toda a existência terrena!

E essa sua espécie é ligada à Terra, jamais será diferente, porque ele, como produto do corpo terreno, também tem que permanecer dentro dos limites deste, portanto, puro grosso-material terrenal; pois a matéria grosseira não pode gerar o que é espiritual.

O erro se encontra exclusivamente no próprio ser humano e no fato de ele ter o domínio ao intelecto e, com isso, também ter se escravizado a ele pouco a pouco, portanto, atado à Terra. Com isso, perdeu-se para ele completamente a verdadeira finalidade da existência terrena, a possibilidade do reconhecimento espiritual e do amadurecimento espiritual.

Ele simplesmente não o compreende mais, porque os canais lhe estão bloqueados. O espírito se encontra no corpo terreno como que em um saco, que em cima está amarrado pelo intelecto. Assim, o espírito também não pode ver mais nada, nada mais ouvir, com isso, cada caminho até ele está cortado, da mesma maneira como o seu caminho para fora.

Que pudesse ter sido tão bem fechado pelo intelecto terreno reside no fato de a amarração já se processar antes do amadurecimento corporal, portanto, para os adolescentes antes da época, em que o espírito deve exteriorizar-se eficazmente através do corpo, a fim de estabelecer uma ligação dominante com a materialidade circunjacente, para o fortalecimento de seu querer.

A essa época, porém, o intelecto já foi desenvolvido mui fortemente de modo unilateral, devido à escolaridade errada, e já mantém o invólucro de matéria grosseira em torno do espírito firmemente fechado, de modo que este nem pode chegar ao desenvolvimento ou se fazer valer!

Unilateralidade perniciosa do ensino, ao qual faltou a compensação espiritual! Ao espírito foi apenas imposto um rígido dogma, que nada lhe pode dar, que não o aquece para a convicção própria e livre de tudo aquilo, que se acha em conexão com Deus, porque aquilo que é aprendido carece de vida e não está em ligação com a Luz, visto que, nos ensinamentos, o intelecto do ser humano terreno e sua presunção já provocou muita devastação por toda parte.

O ensino de até agora sobre o saber a respeito do Criador esteve sobre bases demasiadamente frágeis, ou, melhor dito, já enfraquecidas pelos seres humanos, para que pudesse ser capaz de ajustar o passo com o intelecto, que se robustece cada vez mais rapidamente pelo cultivo unilateral.

O ensinamento, que é destinado ao espírito, portanto, à alma de intensa atividade intuitiva, permaneceu sempre rígido e com isso sem vida, também nunca pôde, por isso, ser realmente recebido espiritualmente.

Assim, tudo foi apenas empurrado para o aprendizado, o qual não podia se transformar em vivência, com o que também aquilo, que se destinava predominantemente ao espírito, como tudo o mais, teve que ser assimilado pelo intelecto e ficou retido por este, sem poder se aproximar do espírito!

Devido a isso, as gotas da água viva, desde que tais ainda assim existissem aqui e acolá, também tiveram que desaparecer na areia.

A conseqüência foi e tinha de ser, que o espírito nada recebia e o intelecto, tudo! Com isso, atingiu-se por fim aquele estado em que o espírito não conseguia assimilar absolutamente mais nada. Isso trouxe a paralisação e o inevitável retrocesso do gérmen espiritual, que, sem impulso exterior, de qualquer forma sempre teve tendência para a inatividade.

Na inatividade e sem atritos, ele enfraqueceu mais e mais, até apresentar-se hoje um quadro deplorável na Terra: seres humanos saturados de sagacidade intelectiva, presa à Terra, com espíritos completamente entorpecidos e, em grande parte, também já realmente adormecidos!

Em muitos deles o sono já se transformou em sono da morte. Esses são os mortos que agora têm que acordar para o Juízo!

A esses se refere o que já foi anunciado: Ele virá para julgar os vivos e os mortos! Com isso, deve se entender os espiritualmente vivos e os espiritualmente mortos; pois outros não há, visto que o corpo terreno não pode ser considerado como vivo ou morto. Ele próprio nunca esteve vivo, mas apenas vivificado por algum tempo.

Vós, seres humanos, não conheceis absolutamente o perigo, em que vos encontrais, e quando agora tiverdes que reconhecê-lo, para muitos já será tarde demais; pois eles não possuem mais a força, para despertar desse entorpecimento, que causou tão horrível desgraça.

Por essa razão, em todos os males da humanidade, tenho que voltar sempre de novo às suas causas reais: o domínio do intelecto e da indolência do espírito a isso ligada, que surgiu como conseqüência imediata.

Também a maioria dos atuais fiéis a Deus faz parte, em primeira linha, dos espiritualmente indolentes, que são semelhantes aos indiferentes, os quais deverão ser expelidos durante o Juízo!

Se vós, com um pouco de vontade, examinásseis uma vez esse estado corretamente, e, então, quisésseis tirar disso as conclusões correspondentes, então teríeis que ver claramente e poder formar a esse respeito para vós o juízo certo sem qualquer dúvida. Deveis apenas raciocinar logicamente, nada mais.

Olhai em redor de vós como os seres humanos recebem hoje a ampliação do saber da Criação, para eles necessária! Somente disso já podeis tirar suficientes conclusões sobre o seu verdadeiro estado.

Se hoje se faz referência ao Filho do Homem, Imanuel, como necessidade para o progresso do saber espiritual, porque para os seres humanos agora é chegado o tempo para isso, ouvis, então, toda sorte de coisas como motivos da recusa da nova revelação proveniente da Luz!

Dessas, não quero mencionar todas; pois delas existem demais em suas mui ramificadas variedades e não chegariam a um fim, porém, no verdadeiro sentido, elas são todas iguais, porque têm somente uma origem: indolência espiritual!

Tomemos delas uma vez apenas uma; pois muitos dos aparentemente bem-intencionados fiéis das igrejas, entre os cristãos, falam:

“A Palavra da Mensagem em si está certa em muitas coisas, porém, não me diz nada de novo!”

Quem assim fala, apesar de sua imaginação contrária, não compreendeu aquilo, que julga já ter aprendido até agora em sua escola ou igreja, nem o conhece; pois senão deveria saber que na Mensagem se encontram muitas coisas completamente novas, o que, porém, evidentemente, não está em oposição à mensagem, que Jesus trouxe, porque ambas se originam da mesma fonte, da Verdade viva!

O que é novo, nem sempre equivale à negação do de até agora, mas, sim, pode vibrar também no antigo e conduzir adiante na edificação, assim, como se une na verdadeira mensagem de Jesus e na minha!

Contudo, exatamente pelo fato, de agora minha Mensagem estar completamente de acordo com as verdadeiras palavras de Jesus, tantas pessoas têm, na leitura, a intuição de que nela nada há de novo! Mas apenas porque a mensagem de Jesus e a minha são, na realidade, uma só!

Por esse motivo tudo vibra também uniformemente, exceto aquilo, que os seres humanos, em seu querer ser inteligentes, acrescentaram às palavras trazidas por Jesus, o que, na maioria dos casos, está errado. Com esse acrescentado ou diferentemente transmitido as minhas palavras naturalmente não podem estar de acordo. Porém, incondicionalmente com as palavras do próprio Jesus!

E essa intuição do idêntico vibrar proveniente da mesma origem, que o espírito reconhece, permanecendo inconsciente para o intelecto, faz os seres humanos pensarem, sem reflexão, que, nela, nada de novo teria sido dado.

Assim é uma parte das criaturas humanas. Outras, porém, aceitam o novo também como já dado anteriormente e como evidente, por não conhecerem corretamente o antigo, que julgavam possuir e, por essa razão, nem sabem o que é o novo, que se encontra para elas na minha Mensagem.

Não há, no entanto, dissertação alguma em minha Mensagem, que não traga realmente algo completamente novo para os espíritos humanos, algo a elas até agora ainda desconhecido!

Muitas pessoas, portanto, não conhecem nem aquilo, que julgam possuir, nem aquilo, que eu lhes trago! São também demasiadamente indolentes para assimilar realmente em si algo disso.

Para todos aqueles, contudo, cujo espírito é capaz de perceber pelo menos a vibração uniforme de ambas as Mensagens, justamente essa circunstância devia ser uma prova de que ambas as Mensagens provêm de uma só fonte, a mais infalível comprovação até, de que também eu estou haurindo diretamente da Verdade.

Mas disso os indolentes não se tornam conscientes. Tagarelam simplesmente sem pensar e mostram, assim, o seu vazio, de modo que qualquer um, de imediato, tem de reconhecê-los claramente como espiritualmente indolentes.

Outros fiéis, por sua vez, opõem-se a ampliar seu saber, na suposição ou medo de que assim possam fazer algo de errado! Isso, porém, somente em poucos casos é medo, mas, sim, exclusivamente presunção, que está arraigada na estupidez e que, aliás, só consegue se desenvolver em tal solo; pois presunção em si já é estupidez, não se pode separar ambas.

Mas a estupidez, neste caso, refere-se ao espiritual, não ao terrenal, visto que exatamente tais pessoas, que intelectualmente são consideradas terrenalmente como especialmente fortes e inteligentes, na maioria dos casos são espiritualmente enfraquecidas e, como criaturas humanas na Criação, não possuem valor algum perante Deus; pois falharam para a sua verdadeira existência e não são capazes de criar, com seu saber intelectivo, quaisquer valores para a eternidade, ou de utilizar o intelecto para tanto.

Deixemos, porém, aqui tudo o mais de lado, consideremos apenas os fiéis entre os cristãos, dos quais, de qualquer maneira, não são muitos os que podem ser considerados realmente fiéis; pois em sua maioria são apenas cristãos de nome, interiormente vazios, nada mais.

Estes dizem, em certo sentido da mesma maneira que os primeiramente citados, ou declaram com uma certa expressão teatral, que deve aparentar respeitoso temor, conforme procuram fazer crer, pelo menos para si próprios:

“Temos o nosso Jesus, o nosso Salvador, a quem não deixamos, e mais também não precisamos!”

Mais ou menos assim é o sentido de todas as suas palavras, mesmo que essas palavras soem de maneira diferente, conforme a pessoa que as pronuncia.

Essas legítimas reproduções dos fariseus, já por Jesus tão severa e freqüentemente censurados, são, na realidade, nada mais do que espiritualmente indolentes, nesse caso, porém, além disso, grandes presunçosos. Já a maneira, às vezes tão repugnante, do modo de falar, caracteriza-os mais do que claramente.

Quando vos aprofundardes nas pessoas de tal espécie, reconhecereis que elas não trazem em si verdadeira convicção, mas apenas um simples e vazio hábito desde a juventude! Em sua indolência, não querem mais ser perturbadas; pois isso, espiritualmente, poderia causar-lhes inquietação, se com isso se ocupassem pormenorizadamente. Procuram evitar isso cuidadosamente, sem se tornar conscientes de que assim pecam contra a importante lei de Deus do movimento espiritual, que lhes oferece a conservação da sua alma, bem como a do corpo, em cuja atuação, se cumprida, reside unicamente a ascensão e a capacidade de amadurecer para a perfeição!

Exatamente aquilo, que consideram grandeza e procuram mostrar com orgulho, a fim de simularem com isso a si mesmas o apoio, que absolutamente não trazem em si, isso tornar-se-lhes-á fatalidade e destruição!

Se, obedecendo à lei, elas se movimentassem apenas uma vez um pouco espiritualmente, deveriam reconhecer mui rapidamente que a sua crença de até então não fora absolutamente tal, mas algo aprendido, que se tornou hábito bem-vindo, porque além de algumas exterioridades nada exigia delas e, por essa razão, foi considerada por elas como agradável e certa.

Não deveriam, porém, evitar a inquietação, mas deveriam agradecê-la; pois é o melhor sinal para o despertar de seu espírito, ao qual, evidentemente, há de preceder primeiro uma inquietação, antes que a segurança de verdadeira, livre convicção possa surgir, a qual somente no sincero e diligente examinar e no real vivenciar no espírito, estreitamente a isso ligado, desenvolve a sua força.

Onde surge inquietação, lá é dada, com isso, a prova irrefutável de que o espírito dormiu e quer chegar ao despertar; onde, porém, ocorrer uma recusa com a orgulhosa alusão de um direito de posse pessoal de Jesus, lá se patenteia apenas que esse espírito humano já está entregue à agonia, a qual conduz ao sono da morte.

Prova, ainda, que exatamente esses espíritos, também na época terrena de Jesus, teriam recusado rigorosamente ele e sua Palavra, com igual presunção vazia, agarrando-se ao até então já aprendido, se ela lhes tivesse sido oferecida como a nova revelação na transição outrora necessária para escolha e decisão própria!

Teriam pelo mesmo motivo, apenas cômodo, se agarrado ao antigo, o qual tem que formar o solo para o progredir, se não deva ocorrer estagnação.

São negadores de tudo quanto é novo, porque não se sentem capazes ou suficientemente fortes, para examinar de maneira sincera e livre de preconceitos o que é incisivo, ou porque já são por demais indolentes para isso e procuram preferivelmente prender-se ao hábito de até então.

É de se supor com certeza que eles teriam decididamente recusado Jesus, se isso não lhes tivesse sido ensinado forçosamente, já desde a infância!

Não é diferente também com aqueles, que procuram recusar tudo quanto é novo, fazendo referência à profecia sobre o aparecimento de falsos profetas! Também nisso, não há outra coisa, do que mais uma vez somente a indolência do espírito, pois nessa profecia, a que eles se referem, é concomitantemente também expresso de maneira bastante clara que o Certo, o Prometido, virá exatamente nessa época do aparecimento dos falsos profetas!

Como pensam, então, reconhecê-lo, se, para a sua comodidade, procuram simplesmente se livrar de tudo, de modo leviano, com uma tal referência! Essa pergunta fundamental nenhuma pessoa ainda a formulou para si mesma! Todos sabem de sua vinda e afirmam também acreditar nisso, mas nessa pergunta ainda não pensaram, pois, aliás, não querem se esforçar ou sabem muito bem que exatamente esse é o ponto, do qual todos, sem o expressar, procuram se desviar... por indolência do espírito. Eles esperam, esperam, até que o tempo tenha passado, então veriam por fim, como também aconteceu com Jesus!

Desta vez, porém, é diferente; pois o tempo não passará ao lado dos negligentes e preguiçosos, mas os julgará! O aguardar será a sua sentença, a condenação!

Eles próprios têm que encontrar a legitimação na Palavra da Verdade, que os seres humanos, exceto pouquíssimos, também não quiseram observar com relação a Jesus, mas esperavam outras provas ainda, porque exigiram zombando: “És tu o Filho de Deus, desce da cruz, então, nós queremos acreditar em ti!”

Sua Palavra da Verdade, que foi a verdadeira legitimação, ainda não tinha valor para eles naquele tempo. Indolência espiritual própria de cada um, para onde quer que olheis, e assim como outrora, acontece hoje novamente, só que muito pior ainda; pois agora cada centelha espiritual se acha quase que totalmente soterrada.

Os fiéis de hoje aceitaram tudo apenas como doutrina, e sem ter trabalhado nada disso dentro de si ou transformado em coisa sua! Espiritualmente são demasiado fracos para intuir que a sua crença nada mais é do que o hábito desde a infância, o qual eles denominam agora, em total ignorância sobre si próprios, de sua convicção.

Também o principal aumento do número de cristãos ocorreu pelo acréscimo da juventude, não por adultos! E dessa juventude em crescimento, os que já foram batizados cristãos e os que então o continuam sendo, oitenta por cento, examinados à clara luz, são apenas cristãos por hábito, o que se reconhece pelo fato, que de modo algum orientam sua vida de acordo com as palavras de Jesus.

Sobretudo o seu comportamento perante seus próximos mostra mui nitidamente que eles não são verdadeiros cristãos, mas tão-só supostos cristãos, sem conteúdo, espiritualmente indolentes!

Quem ainda for capaz de pensar de modo imparcial e não estiver espiritualmente escravizado não tentará contestar esse fato, que a cada hora é comprovado centenas de vezes, de todos os lados sempre de novo e que já foi comprovado no decorrer dos séculos passados.

Esta prova de falso cristianismo encontra-se lamentavelmente por toda parte e de modo demasiadamente claro, como também nas próprias igrejas, que são, de modo até inacreditável e intolerante, hostis em palavras e ações para com todos aqueles, que não servem à sua igreja em atuação puramente terrena.

Se os assim odiados e talvez por isso temidos, apesar disso, servem na realidade a Deus, de modo muito mais verdadeiro e vivo com todo o seu ser do que os outros, isso, nas opiniões das igrejas e em seu atuar, não desempenha papel algum! Disso eu me queixo a Deus! Pois tal atuação é contra Sua exigência e Seu mandamento! Para todas as igrejas somente deveria ser o mais importante que Deus fosse servido e não elas! Servir a Deus, no entanto, de modo algum tem que passar pelas igrejas!

Onde, no entanto, está escrito em minha Mensagem que um ser humano deve se afastar de Deus ou do Filho de Deus Jesus! Pelo contrário, eu conduzo, com minhas palavras, diretamente para Deus e também para Jesus! Contudo de maneira mais viva, do que até agora foi conhecido, correspondendo à verdade e não como os seres humanos o moldaram para si em seu pendor pela comodidade espiritual.

Chamo a atenção para o fato de que Deus quer ter espíritos vivos na Criação, conscientes de sua própria responsabilidade! Portanto, seres humanos, assim, como está nas leis primordiais da Criação! Que cada um tem que se responsabilizar ele próprio e plenamente por tudo que pensa, fala e faz, e que isso não podia ser remido pela humanidade com o assassínio outrora perpetrado contra o Filho de Deus.

Jesus foi, sim, unicamente por isso assassinado, porque ele, com suas idênticas exigências, foi considerado também incômodo e parecia perigoso aos sacerdotes, que ensinavam de modo diferente, muito mais cômodo, para, assim, terem apenas terrenalmente cada vez maior afluxo, o que, ao mesmo tempo, devia proporcionar e conservar o aumento de seu poder terreno pela crescente influência terrena.

A isso eles não queriam renunciar. Os seres humanos, não à comodidade, e os sacerdotes, não à influência, ao seu poder. Os sacerdotes nem queriam ser instrutores e auxiliadores, mas apenas dominadores!

Como verdadeiros auxiliadores deviam ter educado os seres humanos para uma independência interior, dignidade de espírito e grandeza espiritual, a fim de que esses seres humanos se enquadrassem na vontade de Deus por livre convicção e agissem alegremente de acordo com ela.

Os sacerdotes fizeram o contrário e ataram o espírito, para que esse lhes permanecesse obediente para suas finalidades terrenas.

Deus, no entanto, exige dos seres humanos aperfeiçoamento espiritual em Suas leis da Criação! Progresso contínuo na ampliação do saber a respeito da Criação, para que nela estejam e atuem de modo certo e não se tornem um estorvo nos vibrantes círculos de movimento!

Mas quem agora não quiser prosseguir e procura permanecer naquilo, que julga já saber, e recusa, por isso, novas revelações provenientes de Deus ou opõe-se hostilmente, este ficará para trás e será lançado fora no Juízo universal, porque esse derruba qualquer obstáculo, para, finalmente, fazer surgir novamente clareza na Criação, a qual beneficia no futuro o desenvolvimento progressivo, que se encontra na vontade de Deus para a Sua Criação.

Jesus foi, outrora, também uma nova revelação e trouxe outras em sua Palavra. Para aquela época tudo isso era novo, assim como hoje, a minha mensagem sobre Imanuel. Era, outrora, um progresso tão necessário como hoje, no qual, no entanto, não se devia ter parado eternamente. Eu também não derrubo nada do antigo, mas adiciono apenas algo novo.

Também a Jesus, como Filho de Deus, nunca se deve renunciar devido à minha Mensagem, mas ele deve, com toda razão, ser reconhecido agora como tal, não, porém, como o servo e escravo de uma humanidade estragada, para carregar ou remir o fardo de culpas desta, a fim de que seja mais cômodo para ela!

E exatamente aqueles, que realmente aceitaram Jesus como o Filho de Deus, não podem, absolutamente, fazer outra coisa senão apenas saudar com alegre agradecimento a minha Mensagem e as novas revelações a ela ligadas, provenientes da graça de Deus! Também não lhes será difícil compreender corretamente tudo o que eu digo e apropriar-se disso para si.

Quem não fizer isso, ou não puder, também não reconheceu a Mensagem e a verdadeira existência do Filho de Deus, Jesus, mas apenas erigiu para si próprio algo estranho e errado, por concepção própria e presunção e... não por último... por indolência de seu espírito comodista, que teme o movimento determinado por Deus!

O sentido e a finalidade da Mensagem proveniente da Luz, através de mim, no cumprimento da sacrossanta vontade de Deus, é a necessária ampliação do saber para a humanidade, que deseja sobreviver à transição, agora condicionada de acordo com as leis da Criação, para poder e ser-lhe permitido cooperar no novo Reino de Paz dos Mil Anos, desejado por Deus, que a onipotência de Deus irá erigir agora!

Aí não valem evasivas dos espiritualmente preguiçosos, nem frases de vaidoso farisaísmo, e também as traiçoeiras calúnias e ataques dos seres humanos ávidos de poder próprio terão que retroceder e sumir como debulho diante da sagrada justiça do Deus trino; pois nada é maior e mais poderoso do que Deus, o Senhor, e o que provém de Sua vontade!

O espírito humano terreno tem que se tornar vivo agora e fortalecer-se na vontade de Deus, a Quem lhe é permitido estar nesta Criação para servir, ou ele deve sucumbir!

O tempo é chegado! Não serão mais aturados por Deus espíritos escravizados! E será quebrada a vontade própria dos seres humanos, se ela não quiser se enquadrar nas leis primordiais de Deus, que Ele inseriu na Criação.

A elas pertence também a lei do movimento contínuo, que condiciona o progresso sem estorvos no desenvolvimento. A isso fica ligada a ampliação do saber!

Saber da Criação, saber espiritual é o verdadeiro conteúdo de toda a vida!

Por isso vos foram proporcionadas novas revelações. Se as recusardes na indolência de vosso espírito, e se quiserdes deixar que este continue a dormir tranqüilamente como até agora, então ele acordará no Juízo, para depois se desintegrar na decomposição.

E ai de todos aqueles, que ainda quiserem manter atado o espírito dos seres humanos! Estes sofrerão danos dez vezes maiores e, no último momento, tarde demais, terão que reconhecer cheios de horror aquilo, com que se sobrecarregaram, para então, sucumbindo sob esse fardo, afundar na pavorosa profundeza!

O dia é chegado! As trevas têm que desaparecer! Maravilhosa Luz de Deus quebra agora tudo quanto é falso e queima o que é indolente nesta Criação, a fim de que ela possa seguir seus cursos somente na Luz e na alegria, para bênção de todas as criaturas, como uma jubilosa oração de agradecimento por todas as graças de seu Criador, para a glória de Deus, do Único, Todo-Poderoso!

AMÉM.

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