Ressonâncias da Mensagem do Graal 2

de Abdrushin


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9. A saudade salvadora

Uma grande saudade perpassa todos os seres humanos terrenos, que ainda não estão inteiramente perdidos em si: a saudade por libertação de seu espírito!

De como deverá se processar a libertação, ninguém faz uma idéia clara. Todos têm apenas anseio por isso, que, de modo surpreendente, se intensifica cada vez mais.

E estranho: a saudade manifesta-se de tão múltiplas maneiras. Cansaço invade algumas almas, outras sentem uma tristeza, que não podem compreender, muitos se vêem tomados de uma inquietação, que os deixa apreensivos, por outro lado, há também ainda aqueles, que trazem em si o pressentimento de uma grande intuição de felicidade, sem conhecerem um motivo para tal.

Um grande número desses, porém, andam como que aturdidos, tornam-se facilmente susceptíveis, desconfiados, irritados, e em muitas noites agitadas surge-lhes à frente o espectro de uma inferioridade, cuja ridícula inexpressividade os torna desnorteados, o que, por sua vez, os instiga à cobiça por influência e por poder, a fim de preencher essa lacuna que se abre cada vez mais visivelmente.

Quanto mais essa espécie de seres humanos se vê afundar espiritualmente, sem possibilidade de salvação, tanto mais convulsivamente se agarram às aparências! Todo o seu pensar pode aspirar apenas ainda à exterioridade vazia, que é expressa em palavras bombásticas, a fim de, em delírio extenuante de prazeres ou festanças, anestesiar por alguns momentos o sentimento da própria inferioridade, que cada vez mais forte se manifesta.

Nisso, os prazeres nem sempre devem ser procurados somente no modo físico, mas existem também prazeres do errôneo desejo de dominar, na satisfação da avidez pelo poder ou da vaidade, que pode se manifestar sob múltiplas maneiras, desde a brutalidade descontrolada, obstinada, até as mais ridículas brincadeiras, que são consideradas inofensivas, mas que, na realidade, não permanecem inofensivas, quando obstáculos procuram colocar-se no caminho de tais brincadeiras.

Como é notório, todo o pueril contém em si crueldade encerra em si crueldade, logo que se trate de forçar satisfações.

Por fim, em todos esses que afundam, que estão perdidos ao sentirem sua incapacidade, irrompe, então, injustificadamente uma raiva cheia de ódio contra aqueles seres humanos, que ainda trazem em si algo de valor e mostram uma capacidade verdadeira.

A inveja não lhes permite que se unam então a tais seres humanos de modo pacífico, a fim de utilizar as capacidades destes beneficamente, a não ser que antes se submetam à escravidão total.

No entanto, também isso não deixaria em paz os assim fustigados intimamente, porque, a julgar pelos próprios erros, não confiam na palavra do outro e, além disso, ainda receiam também sucumbir rapidamente diante da capacidade desse.

Temem que a capacidade de outrem, no decorrer do tempo, não possa ser ocultada indefinidamente e surja claramente à luz do dia, com o que a sua própria incapacidade evidenciar-se-á tanto mais nitidamente. Isso é o que a vaidade menos pode suportar. Já o pensamento nisso desperta uma revolta, que só pode tramar destruição.

Dessa maneira, o ódio cheio de inveja dos que estão afundando espiritualmente cresce até os mais extremos excessos: até a fúria incalculável e injusta da completa irreflexão: o destino dos tiranos!

Contudo, no rol dessa classe de tiranos não deveis imaginar apenas dirigentes de grandes povos; pois com isso não aponto para determinadas pessoas, nem deverá surgir Nero diante de vós, nem a pior ignomínia da assim chamada cristandade na época das inquisições, hostis a Deus, instituídas pelas igrejas, mas, sim, deveis apenas observar e aprender no presente, a fim de vos tornardes seres humanos espiritualmente livres, como vosso Criador deseja tê-los!

Eu quero, com isso, abrir vossos olhos espirituais; pois o Criador vos fala nesta época através de cada acontecimento, tão claramente como nunca, a fim de amadurecerdes com isso no espírito!

Podeis encontrar tiranos em toda parte, nas profissões, na sociedade e nas famílias! Existem, agora, muito mais do que nunca; pois todos os seres humanos encontram-se no Juízo! Devido a isso, tudo se desenvolve também mais rapidamente e de maneira mais forte do que até agora aconteceu.

Atentai para a época e também para os sinais, que eu vos indico com minhas explicações. Isso vos trará grande proveito, se deixardes tudo chegar à vivência dentro de vós!

Com a descrição eu vos reproduzi a situação da humanidade atual, assim, como ela é hoje, sem que ela mesma o saiba.

Ela já está dividida em dois grupos definidos. Um grupo compõe-se dos que foram por mencionados primeiro, cujas almas, perpassadas de saudade, aguardam inconscientemente algo, que elas mesmas ainda não podem definir, uma vez que a época para tanto ainda chegará.

O segundo grupo compõe-se dos que foram mencionados por último, que se encaminham para a ruína, a qual eles mesmos têm de preparar para si segundo a sacrossanta vontade de Deus. Pertencem a esse grupo também ainda todos aqueles que, por preguiça ou livre vontade, se irmanaram aos que afundam.

Este evento já constitui a divisão de toda a humanidade terrena em bodes e ovelhas, como outrora foi prometido!

A grande realização básica para o Juízo já está concluída, e os seres humanos nada disso pressentem! Vivem no torvelinho de suas imaginações, sonhando com a grandeza e importância de sua existência,... ao encontro do fim, que os despertará brevemente para a realidade, com isso para a responsabilidade por cada pensamento, cada palavra e cada ação!

Tudo isso é inimaginável para os seres humanos, porque eles supõem tudo em escala muito menor do que realmente se realiza, e, contudo, procuram dar-se muito mais valor do que na realidade têm.

Seria completamente inútil dar uma ampla imagem do futuro. Somente vos traz proveito se souberdes daquilo, que se processa agora, se reconhecerdes o presente e dele colherdes ricos frutos para o futuro!

Sede vigilantes, observai e examinai, sem que vós mesmos sucumbais nisso! E para isso dou-vos as explicações; pois cientes deveis poder vivenciar todas as transformações. Quem negligenciar isso não pressente a que lucro para si ele, com isso, renunciou.

Assimilai minhas palavras e olhai em vosso redor! Cairá então como que uma venda de vossos olhos.

A origem de tudo aquilo, que hoje mencionei, que deixa a separação surgir cada vez mais nítida à luz do dia, não é conhecida dos seres humanos, apesar de terem que vivenciar os próprios acontecimentos em si. Está também totalmente excluído que, de algum modo, possam defender-se das conseqüências ou que possam alterar algo nisso, a não ser que eles próprios se modifiquem! Unicamente isso poderia dar-lhes alívio, do contrário nada no mundo.

Todos estão sujeitos a esse fenômeno, seja oferecendo resistência, seja de modo solícito, e também vós, cada um individualmente. Estais entregues incondicionalmente a ele. Tudo isso, porém, é o início, que com espantosa velocidade se intensifica rumo ao fim. Rumo ao fim, que para muitos só poderá ser e será um fim com os maiores horrores, para poucos um fim, que traz a libertação espiritual de laços, que durante milênios oprimiam-nos como desgraça por eles mesmos forçada, que hoje têm de suportar.

A causa, porém, da saudade salvadora bem como do desenvolvimento até o limite exato do início da autodestruição, é a mesma força: a pressão da Luz proveniente da Luz primordial, a Sagrada Vontade emanada de Deus!

Esta se acha tão intensificada na grande era da transição da humanidade, que agora perflui os mundos, purificando e forçando tudo novamente à vibração uniforme das leis harmoniosas da Criação e abrange agora também esta Terra ainda como última obra, mantendo-a implacavelmente cingida, desencadeando no remate final aquilo, que nela já aconteceu, com isso, aniquilando ou também elevando, extinguindo, aquilo que não quer mais vibrar em suas leis imutáveis, vivificando, aquilo que procura adaptar-se de boa vontade.

O que vós, com base nessas explicações, vereis agora, para com isso amadurecer, são os primeiros efeitos terrenamente visíveis da extraordinária pressão da Luz, jamais existente na Terra!

Brevemente e em seqüência cada vez mais acelerada seguir-se-ão os outros efeitos, irresistivelmente, até que finalmente também vossa Terra esteja purificada de tudo quanto é errado e de tudo quanto não quis enquadrar-se nas leis de Deus, para dar preferência ao próprio querer e pensar.

Por ora, pode ser-vos útil saber somente aquilo, que vós mesmos sois capazes de observar e, por esse motivo, chamo vossa atenção para os acontecimentos atuais, fundamentais para o final do Juízo; pois separam todos os seres humanos naqueles que afundam e naqueles, que poderão ser salvos!

Inúmeros são os sinais que anunciam o começo do Juízo Final; contudo, os seres humanos passam apressadamente por eles, na suposição ou auto-ilusão de que tudo isso já aconteceu muitas vezes.

Esquecem, porém, de confrontar as contingências sob as quais isso ou aquilo já aconteceu anteriormente. Existem aí enormes diferenças, que não deverão passar despercebidas se se pretende julgar acertadamente.

Antes de tudo, o ser humano também não deve ser tão medroso, covarde ou superficial, para querer passar indiferente diante do atual, absolutamente surpreendente volume dos acontecimentos, quer se trate de catástrofes da natureza ou econômicas, homicídios e suicídios, confusões políticas, da luta pelo poder terreno entre Estados e igrejas, e tudo o mais.

Jamais se deu tudo isso simultaneamente em tão grande quantidade, como se dá hoje. Só isso já devia dar, a cada um que medite, o indício de desencadeamentos mais acelerados, que se avolumam visivelmente, devia despertar o pressentimento de um colossal remate de círculo universal, através de um poder superior ao da vontade e da capacidade humana, e de uma retribuição ligada a isso.

O errado irá desaparecer nisso, apenas o bem permanece. O bem ou o errado nisso, mas não medido segundo o sentido humano, mas sim somente segundo o sentido de Deus!

Os seres humanos permanecem na ignorância de tudo por sua própria vontade! Por medo, por superficialidade e leviandade, ou também por presunção. Não em último lugar, nisso, encontra-se a preguiça espiritual. Até muitos dentre os que procuram a Luz não conseguem libertar-se inteiramente disso. Em minha última dissertação já me referi à preguiça espiritual, que até chega a tal ponto, que nem mesmo os intelectualmente sagazes querem realmente “pensar” sobre coisas, que não são focadas a seus ambiciosos objetivos terrenos!

Os seres humanos não querem compreender e somente reconhecerão tudo, quando o reconhecimento não tiver mais nenhuma utilidade para eles. Todos os apelos partidos da Luz para o despertar são, por isso, em vão.

Irrefletidamente, em tudo o que lhes é novo, os seres humanos fazem referência à advertência sobre falsos profetas na época da estada na Terra do legítimo grande Salvador proveniente da Luz, que simultaneamente desencadeia o Juízo.

Irrefletidamente, falam de tudo isso e nota-se aí o vazio e a imaturidade das almas, o desvalor de um tal espírito humano para o desenvolvimento progressivo, visto que sua preguiça desperdiçará qualquer possibilidade de ascensão e tão-só obstruirá o caminho para novas revelações, de maneira que o amor proveniente da Luz não poderá encontrar nenhuma entrada para a salvação.

Quem dos seres humanos dá-se conta de que sob os falsos profetas não pode ser entendido apenas, de modo unilateral, o conceito de portadores de novas revelações, mas, sim, que se refere a cada um daqueles, que afirma poder realizar nem que seja apenas uma parte daquela obra, que aguarda a força do prometido enviado da Luz.

Também não são entendidos com isso somente aqueles, que afirmam pretender ser o Salvador renascido, o que, já por si, denota claramente a própria ignorância sobre a missão do prometido Filho do Homem, mas, sim, são englobados nisso muitos mais.

No entanto, para poder julgar a respeito, tem que preceder um outro saber: o saber da verdadeira missão do prometido Filho do Homem na Terra!

Aqui já pára tudo, se vós o ponderardes. Não existe ser humano algum na Terra que tenha um efetivo saber sobre isso! Já desde séculos fala-se de fato muito sobre isso, entretanto, não existe um saber verdadeiro a respeito. Com palavras bíblicas, por eles mesmos não compreendidas, é dada a cada interpelante uma resposta, que nada esclarece e novamente apenas realça o tatear inconsistente de todos os seres humanos pretensamente sabedores, para que se torne claramente visível.

Um falso profeta é, na verdade, aquele ser humano, que se atreve a afirmar poder realizar algo daquilo, que é reservado ao prometido enviado de Deus!

E desses existem muitos hoje em dia, por se tratar de atuação terrena, não apenas de ensinamento; pois o prometido será o único verdadeiro salvador da humanidade em suas aflições da alma e aflições terrenas!

Reconhecer os falsos profetas na hora certa não será demasiadamente difícil para os seres humanos, uma vez que eles terão de vivenciá-lo em si mesmos, para chegar ao reconhecimento, porque, antes, nem acreditariam em palavras.

Toda obra daqueles seres humanos, que, como falsos profetas, prometeram algo aos seres humanos, que não lhes podem dar, ruirá agora por ser inconsistente ou nem chegará a erguer-se, no que a humanidade tem de reconhecer, ainda que em amarga vivência, que confiou em falsas promessas, que acreditou em uma capacidade simulada, que não existiu.

Esses são, pois, os falsos profetas propriamente ditos, aos quais a profecia se refere, porque aqueles, que neles acreditam, deverão passar por vivências amargas com dolorosa decepção.

Aqueles, porém, que se apresentam como Jesus renascido, nem podem ser considerados falsos profetas, mas, sim, são mentirosos, que não têm noção alguma da missão do Filho do Homem, menos ainda a capacidade para poder iniciar sequer a mínima parte dela. Nem sabem que Jesus e o Filho do Homem não são uma única pessoa, mas, sim, duas pessoas distintas, expresso em linguagem humana, embora eles sejam um só naquele sentido, como Jesus dizia de si: Eu e o Pai somos um!

É estranho que também muitos cristãos não queiram compreender isso, apesar de falarem sempre, de modo natural e acertadamente, do Deus trino, o Qual é três e, no entanto, um só! E Jesus, que é uma parte dessa trindade, eles separam, sem hesitar, como existindo e agindo por si só, isolado como Salvador em pessoa. Nisso, aliás, também não estão errados, mas não o compreendem! Eles também não meditam a respeito, porque são demasiadamente indolentes no espírito.

Contudo, prossigamos mais um pouco ainda. O ser humano, que, recusando, aponta para os falsos profetas, também deve saber que os falsos profetas que surgem constituem justamente um dos muitos sinais, que anunciam o aparecimento do verdadeiro enviado!

Sim, então o verdadeiro perscrutador deveria ao menos manter-se atento, para não perder o certo! Isso não deve dar-lhe sossego e deve estimulá-lo para o mais severo exame de tudo o que é oferecido, para que possa tornar-se, sem demora, um auxiliar para aquele que vem, e não acaso, em vez disso, um obstáculo em seu caminho! Ou até mesmo um aborrecimento!

Ele, o ser humano terreno, tem que se esforçar para reconhecê-lo! Esta é uma das tarefas condicionadas por Deus para ele, para que, desta vez, se mostre digno da Sagrada Palavra. Nisso, todavia, também o ser humano, que se diz buscador, age de modo demasiado leviano, se se contemplar e observar os buscadores. Contudo, a causa disso não é unicamente a leviandade, ou melhor, a costumeira superficialidade devido à indolência do espírito, mas, sim, justamente entre os buscadores fala em primeiro lugar a vaidade, a presunção!

Tal fraqueza, por si só, lançará na ruína a maior parte de todos os seres humanos que se dizem buscadores da Luz! E não são de lastimar; pois são hipócritas, visto que não empregam aquela sinceridade, que cabe à Palavra de Deus e que apenas querem vangloriar-se na aspiração vaidosa, que carece totalmente de humildade.

E unicamente a humildade abre o portal para o reconhecimento de tudo aquilo, que emana da Luz!

Contudo, passemos também sobre esse fato, resta, então, ainda um ponto que a muitos parece totalmente intransponível: de que maneira os buscadores imaginam esse prometido em sua vida terrena e em sua “vinda”! Sob a expressão “vinda” entende-se nesse caso o “evidenciar-se”; pois certamente está claro a cada ser humano que ele não cairá do céu já como homem feito, de matéria grosseira, também que ele não aparecerá como criança.

Em verdade, não imaginam absolutamente nada! Contudo, desde o início, estipulam condições bem estreitamente delimitadas com suas esperanças ou pretensões não expressas!

Em primeiro lugar já está o desejo de que ele surja de seus respectivos círculos! De outro modo nem o conseguem imaginar, porque julgam possuir um direito preferencial para tal, visto terem acreditado em sua vinda, antes dos outros.

Ele terá, naturalmente, de interessar-se por eles, isso é sua obrigação; pois para tanto vem como auxiliador na aflição, ele, talvez, até devesse deixar-se guiar por eles; pois é estranho na Terra e precisa dos conselhos cuidadosos, que lhe oferecem com suas experiências terrenas já colhidas! Assim, construir-lhe-iam prazerosamente um futuro, que ele haveria de lhes agradecer. E, retroativamente, a bênção, então, também não lhes faltaria.

Em suma, todo o pensar, todo o querer é puramente terreno, no âmbito de seu pequeno pensar terrenal, de seus conceitos terrenos, misturado com muitos desejos ocultos.

Não refletem que ele, ao iniciar, já deva ter acumulado suas próprias experiências, e completamente sem ser conhecido até então, a fim de que fosse excluída totalmente qualquer influência, mas, sim, para que os seres humanos se mostrem de tal forma como realmente são, em todas as suas fraquezas, seus defeitos, e em todos os males! Inclusive, em relação a ele mesmo.

Que tudo isso só possa acontecer no ambiente da vida cotidiana, da maneira mais natural e simples e na mais real experiência vivencial, tão longe o raciocinar humano não alcança. Na mais infundada superficialidade e verdadeira indiferença nutre-se a expectativa de acontecimentos especiais, não terrenais, extraordinários! Até de maneira bastante chamativa.

Por quê? Ninguém se dá conta a respeito. Também, ninguém pensa que justamente às coisas chamativas imediatamente se colocaria em oposição tudo aquilo, que julga possuir aqui algum poder e influência, sem considerar que coisas chamativas jamais poderiam obter oportunidade para reconhecimentos profundos.

Não é verdade que aquele que vem da Luz possa perscrutar facilmente ou talvez mesmo compreender o pensar restrito e o malquerer dos seres humanos terrenos; pois o mal é estranho e incompreensível à Luz. Muitas vezes, até os pais não compreendem os próprios filhos, que são da mesma espécie que eles, ao passo que a Luz permanece de espécie completamente estranha a tudo o que é humano.

Somente com grande esforço no próprio vivenciar e sofrer pode advir ao enviado da Luz o conhecimento de todos os males da Terra e, antes de tudo, de todo malquerer; nunca, porém, uma compreensão disso, uma vez que o mal de forma alguma pode ser compreendido, porque não há nenhuma justificativa para a sua existência na Criação.

Portanto, uma longa estada na Terra para conhecer todo o mal humano e também todo o pensar dos seres humanos tem que já ter precedido essa “vinda”, porque com a vinda já há de se iniciar o Juízo e a seguir o auxílio. E auxílio só poderá prestar alguém, que conhece exatamente as fraquezas e as forças.

Tudo isso é muito simples e cada ser humano poderia, teria que dizê-lo a si mesmo, se não fosse demasiado indolente espiritualmente para isso, e demasiado indiferente a esse respeito. E ele é indiferente, porque como buscador fala, sim, a respeito, mas no seu íntimo não procura co-vivenciar.

Falta toda e qualquer ligação da intuição interior com as palavras e, com isso, todo apoio verdadeiro. Ele procura! Essa é a única coisa nele, que não pode ser considerada como mentira. Na expressão “procurar” também já reside a resposta, que ele nada encontrou.

Uma vez, porém, que foi prometido pela Luz que todo aquele, que procure sinceramente e com humildade, também encontrará de acordo com a lei, então, isso demonstra que os buscadores, que hoje assim se denominam, não são verdadeiros buscadores, que a todos eles falta o principal para isso, a humildade!

Esta, realmente, não se encontra entre aqueles, que hoje se denominam buscadores, e muito menos justamente lá, onde se fala de humildade! Os seres humanos nem sabem mais o que é humildade no espírito, porque conservam o espírito trancafiado dentro de si pelo seu intelecto, o qual apenas conhece presunção e vaidade e zomba da humildade.

Mas chega disso. Chegou o tempo em que toda a presunção ruirá em si miseravelmente em sofrimento lastimoso, de tal forma, que o ser humano por si mesmo tem que chegar à humildade ou tombará, para nunca mais poder levantar-se. Unicamente o vivenciar ainda é auxílio para a humanidade, que não quer ouvir!

Os buscadores ou os que esperam pela realização enfronharam-se tanto nos próprios pensamentos, que nem mais prestam atenção a outra coisa e, de antemão, enfrentam com desconfiança tudo o que não reside no âmbito dos seus desejos, tendo a recusa já na ponta da língua. Eles nunca chegarão ao reconhecimento, sem passarem pela mais grave aflição!

Milhares de coisas, de antemão, estão contra isso, nada, a favor! Muitos pressupõem, impreterivelmente, uma semelhança da vida na atualidade com a época do Filho de Deus, Jesus, há dois mil anos! Esperam uma peregrinação cheia de renúncias através dos países, sem pensarem sobre o que hoje as autoridades diriam a tal respeito!

Também uma pessoa, hoje, não pode retrair-se sossegadamente como outrora, para alcançar, no isolamento, a concentração para o despertar. Isso teria suas grandes dificuldades, que em parte nem seriam transponíveis!

Mesmo transpondo todas as dificuldades, não seria possível, sem despertar a suspeita de doença ou de desequilíbrio mental. Sem falar da avidez nociva e inescrupulosa pelo sensacionalismo de muitos jornais, que, freqüentemente, na falta de qualquer moral e do mais elementar sentimento de justiça, são capazes de praticar os maiores absurdos.

Também aquilo, que outrora ainda se sabia respeitar e que se considerava um direito pessoal de todo ser humano, que ainda se julgava lógico e natural em tais assuntos, muitos hoje encontrariam nisso apenas razões para justificativas de suspeita, por puro medo de todo o pensar diferente, ou atribuiriam somente intenções fraudulentas à vontade mais honesta, porque todo o pensar do tempo atual está envenenado!

Constitui, porém, uma certeza irrefutável, que somente pode pensar mal de seu próximo, aquele que traz em si mesmo a maldade! Sobre isso, ser humano algum pode argumentar. Somente um perjuro irá supor ou esperar quebra de palavra de outrem, só um mentiroso, uma mentira, um traidor, a traição! E assim é com tudo, é lei irrefutável!

É muito pior hoje do que naquela época, quando Jesus peregrinava aqui na Terra, e hoje nada disso deixaria repetir-se. Para agora, portanto, tudo tem que ocorrer de modo totalmente diferente, isso é evidente.

Não obstante, os seres humanos não querem imaginar um enviado de Deus vestido de fraque ou em um automóvel, enquanto deveriam, pois, saber que também Jesus não se apresentou com vestes sacerdotais, mas, sim, andou bem trajado, de acordo com os costumes daquele tempo e também viveu segundo aquela época. Tudo o que nisso é esperado pelos seres humanos, se encontra sobre base fraca e nada disso se realizará, porque Deus, nas realizações, não se orienta segundo os desejos humanos.

Os seres humanos, no entanto, estão demasiadamente distantes de todo o acontecer divino e pensam de modo demasiado mesquinho e terrenal para, em suas concepções, ainda poderem se aproximar das realizações vindouras. Encontram-se afastados da Verdade, assim como sempre foi. A maior parte, porém, de qualquer forma, não tem absolutamente tempo nem vontade para ocupar-se com isso! Como sempre, quando para a humanidade era preciso assimilar algo da Luz ou ter de fazer algo para a própria salvação.

Em primeiro lugar, para eles, vem o terrenal, e para tudo o mais, na correria cada vez mais crescente, não sobra tempo algum! E se alguma vez houver uma hora de calma, então, esses seres humanos, tão inutilmente extenuados, querem, como compensação, somente distrações ou esporte, nada mais.

Eu vos digo, ó seres humanos, negligenciastes o principal para vós, e vossa separação já está concluída para o Juízo! Vós próprios vos separastes sob a pressão aumentada da Luz, que tudo desencadeia na sacrossanta vontade de Deus. Sem parar, tudo caminha agora para o fim! O fim, no entanto, somente para a pequena parte constitui uma nova vida na graça resplandecente do amor de vosso Criador, para todos os demais, porém, a eterna condenação e queda para a decomposição. Também não vos resta mais tempo para a costumeira ponderação demorada, que até agora jamais fez nascer uma resolução. Vós sois indolentes demais para a verdadeira vida, e, para a volta, falta-vos, com a humildade, tudo.

AMÉM.

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