Querer o certo, ou querer o bem é, conforme conceitos terrenos, algo bem diferente! O certo terreno nem sempre é também o bem!
Hoje não é mais suficiente para o ser humano, simplesmente ter querido o certo! Isto ele pôde fazer na sua primeira encarnação. Agora é exigido mais dele! Enquanto ele não cobrar ânimo com toda força para, espiritualmente, poder finalmente ascender no saber, ele estará impreterivelmente perdido. A velhice não constitui nenhum obstáculo, mas sim estímulo, uma vez que na velhice sua hora do trespasse se aproxima visivelmente! Trata-se apenas da preguiça e do comodismo, já freqüentemente mencionados por mim como os piores inimigos, com os quais se sobrecarregam tais hesitantes, sucumbindo com isso.
O tempo da vagabundagem espiritual terminou, assim como o tempo do comodismo e da espera aconchegante. Com implacabilidade e terribilidade sinistra isso se abaterá em breve sobre os dorminhocos e preguiçosos, que até o mais surdo despertará.
O estudo de minhas dissertações, porém, condiciona de antemão um esforço próprio, uma concentração enérgica de todos os sentidos, e com isso uma vivacidade espiritual e vigilância integral! Só então se consegue aprofundar em minhas palavras, compreendendo-as também realmente.
E isso é desejado assim! Recuso cada indolente espiritual.
Se pelo menos um grãozinho da Verdade, oriunda da pátria, do reino espiritual, as criaturas humanas tiverem deixado de soterrar dentro de si, então a Palavra terá de atingi-las como um chamado, pressuposto que também se esforcem em lê-la uma vez ininfluenciadamente e com toda a seriedade. E se então nada intuírem que nelas desperte um eco, assim também no Além mal será possível ainda acordá-las, porque lá, igualmente, não podem receber nada de diferente. Permanecem paradas onde se colocam por vontade própria. Ninguém as forçará a desistirem disso, mas também não sairão dessa matéria a tempo, a fim de se salvarem da decomposição, portanto, da condenação eterna.
O “não querer ouvir”, naturalmente, levam consigo desta Terra para a matéria fina, e lá não se comportarão diferentemente de como aqui aconteceu. Como pode mesmo a velhice constituir um obstáculo! É um chamado da eternidade que as atinge, proveniente da Palavra que, no entanto, não querem ouvir por assim lhes ser mais cômodo. Mas a comodidade por fim as destruirá, se não quiserem se tornar vivas em tempo. A pergunta, porém, mostra mui nitidamente essa comodidade. É a mesma espécie de tantas pessoas, que permanentemente querem se iludir a si próprias, sob qualquer pretexto mais ou menos aceitável. Pertencem ao joio que, pelos vindouros vendavais purificadores, não será fortalecido, pelo contrário, varrido por ser imprestável para a seriedade da verdadeira existência.
Exigiriam sempre novos prazos do Criador para refletir, sem jamais chegarem a uma escalada, para a qual devem se esforçar espiritualmente. Por tal motivo não vale a pena ocupar-se com isso longamente. São os eternamente querentes e os que jamais realizam algo em si. E com isso também perdidos. — — — —