Na Luz da Verdade

Mensagem do Graal de Abdrushin


1.LIVRO ◄ ► 2.LIVRO
Deutsch
English
Francais
Español
Русский
Український
Magyar
Česky
Slovensky
Índice


Décimo mandamento
Tu não deverás cobiçar casa, propriedade e gado do teu próximo, e tudo o que lhe pertence!

Quem procura auferir ganhos com trabalho ou comércio honesto poderá aguardar sossegadamente o chamado deste mandamento no dia da grande prestação de contas; pois passará por ele sem que os golpes o atinjam. Considerando bem, é tão fácil cumprir todos os mandamentos e, não obstante... observai bem todos os seres humanos e logo chegareis ao reconhecimento de que mesmo o cumprimento deste mandamento, em verdade para o ser humano tão evidente,... não sucede, ou então apenas raramente e, ainda assim, não com alegria, porém somente com grande esforço.

Sobre todos os seres humanos, quer brancos, amarelos, morenos, negros ou vermelhos, passa um anseio insaciável de invejar o próximo por aquilo que eles mesmos não possuem. Expressando ainda melhor: de invejá-lo por tudo! Nessa inveja já reside a cobiça proibida! Com isso já se consumou a transgressão do mandamento, tornando-se a raiz de muitos males, que deixam sobrevir rapidamente a queda do ser humano, da qual ele, em muitos casos, nunca mais se ergue.

O ser humano comum, estranhamente, raras vezes preza o que é seu, mas apenas aquilo que ainda não possui. As trevas semearam avidamente a cobiça, e as almas humanas, infelizmente, entregaram-se com demasiada boa vontade para criar o solo mais fértil para a triste sementeira. Assim, no decorrer dos tempos, a cobiça pela propriedade alheia tornou-se motivo dominante de toda a atividade da maior parte da humanidade. A começar pelo simples desejar, passando pela astúcia e pela habilidade de convencer, aumentando até a inveja ilimitada decorrente da constante insatisfação e até ao ódio cego.

Para a satisfação, qualquer caminho era tido ainda como correto, desde que não estivesse em conflito demasiadamente evidente com a lei terrena. A lei de Deus ficou ignorada diante da ânsia crescente de aquisição! Cada qual se julgava realmente honesto, enquanto não tinha sido citado perante os tribunais terrenos para prestação de contas. Conseguir evitar isso, no entanto, não lhe custava muitos esforços; pois empregava a maior cautela e a maior astúcia do intelecto, quando era sua intenção prejudicar sem nenhuma consideração o seu próximo, tão logo fosse preciso, para auferir qualquer vantagem a preço baixo. Não lhe ocorreu sequer que, na realidade, justamente isso ia custar-lhe muito mais caro do que explorar todos os valores terrenos! A assim chamada inteligência tornou-se trunfo! A inteligência, porém, de acordo com os conceitos atuais, nada mais é que a florescência de uma esperteza, ou de uma intensificação desta. Somente fica esquisito que todos manifestam desconfiança diante do ser humano esperto, do inteligente, porém, respeito! O conceito básico geral produz tal contra-senso. O ser humano esperto é um ignorante na arte de satisfazer suas cobiças, ao passo que os seres humanos racionalmente inteligentes tornaram-se mestres no assunto. O ignorante não sabe encobrir os seus desejos com mantos vistosos e colhe por isso apenas desprezo compassivo. Para o mestre, porém, brota de todas as almas, que se entregam a pendor idêntico, a mais invejosa admiração! Inveja também nisso, pois no solo da humanidade atual nem sequer a admiração da igual espécie consegue ser isenta de inveja. Os seres humanos desconhecem essa forte mola propulsora dos inúmeros males e nem sabem mais que essa inveja, sob múltiplos aspectos, domina e conduz atualmente todos os seus pensamentos e todos os seus atos! Ela reside no ser humano isolado, assim como em povos inteiros, dirige os países, gera guerras bem como também os partidos e luta eterna, onde quer que duas pessoas tenham de deliberar sobre algo!

Onde fica a obediência ao décimo mandamento de Deus, desejar-se-ia exclamar como advertência aos países! Na mais impiedosa cobiça, ambiciona cada um dos países terrenos apenas a posse do outro! Nisso, não recuam diante do assassínio isolado, também não diante de massacres, não diante da escravização de povos inteiros, apenas para assim se projetarem em grandeza. Os belos discursos sobre autoconservação ou autodefesa são apenas subterfúgios covardes, pois eles mesmos sentem claramente que algo precisa ser dito, para atenuar ou desculpar um pouco esses crimes tão monstruosos contra os mandamentos de Deus!

Isso, porém, de nada lhes adianta; pois inexorável é o cinzel, que grava as transgressões dos mandamentos de Deus no livro dos acontecimentos mundiais, e indestrutíveis são os fios do carma que aí se ligam a cada um, de modo que nem sequer a menor manifestação de seu pensar e do agir possa perder-se sem ser expiada!

Quem puder abranger com a vista todos esses fios verá que terrível Juízo foi assim provocado agora! Confusão e desmoronamento do quanto foi construído até então são apenas as primeiras e leves conseqüências dessa mais torpe de todas as violações do décimo mandamento de Deus! Ninguém poderá ser benevolente convosco, tão logo todo o efeito começar agora a cair cada vez mais sobre vós. Não o merecestes de outra forma. Virá com isso somente aquilo que vós mesmos forçastes para vós!

Arrancai por completo a sórdida cobiça de vossa alma! Ponderai que também um país se compõe apenas de pessoas isoladas! Deixai de lado toda a inveja e todo o ódio contra aquelas pessoas que, segundo a vossa opinião, possuem muito mais que vós próprios! Isso tem sua razão de ser! Que não sejais capazes de reconhecer essa razão, toda a culpa é apenas vossa, por terdes forçado voluntariamente para vós a enorme, e não desejada por Deus, limitação de vossa capacidade de compreensão, que teve de surgir como conseqüência de vosso nefasto servilismo intelectivo!

Aquele que não estiver satisfeito com a posição que lhe é dada no novo Reino de Deus aqui na Terra, decorrente do efeito dos fios de seu carma por ele próprio criados, também não é digno de que com isso lhe seja propiciada a oportunidade de libertar-se, de modo relativamente fácil, de velhos fardos de culpas a ele aderidos e de, concomitantemente, ainda amadurecer espiritualmente, a fim de encontrar o caminho que leva à pátria de todos os espíritos livres, lá, onde imperam apenas Luz e alegria!

Futuramente, cada insatisfeito será destruído impiedosamente como imprestável perturbador da paz finalmente ansiada, como obstáculo à ascensão sadia! Se, porém, existir nele ainda um germe bom, que assegura fortemente uma conversão breve, então permanecerá submetido a uma nova lei terrena, para o seu bem e para sua derradeira salvação, até nele surgir um reconhecimento do infalível acerto da sábia vontade de Deus; acerto também referente a ele, que, apenas por miopia de sua alma e por tolice voluntária, não foi capaz de reconhecer ainda que o leito, em que agora está deitado na Terra, foi por ele próprio fabricado para si, como conseqüência incondicional de toda a sua existência de até então, de várias vidas no Além e também na Terra, não sendo, portanto, cega arbitrariedade de um acaso! Reconhecerá então, finalmente, que necessita para si exatamente aquilo e apenas aquilo que vivencia e o lugar onde se encontra, bem como as condições em que nasceu, com tudo o que a isso se liga!

Se trabalhar assiduamente em si próprio, progredirá não só espiritualmente como também terrenamente. Se, porém, quiser obstinadamente forçar outro caminho para si, sem consideração e para prejuízo de seus próximos, então isso jamais poderá auferir-lhe um verdadeiro proveito.

Ele não deve dizer que o reconhecimento disso ainda deva e tenha de ser-lhe proporcionado por Deus, para que obedeça e se modifique nisso! Trata-se apenas de ousadia e novo pecado, se espera ou até exige que primeiro seja-lhe provado que está errado com a sua opinião, para que possa acreditar, convencido do contrário! É ele, tão-só ele, que se tornou completamente incapaz para o reconhecimento, e que se desviou do caminho certo, no qual se encontrava no início! As possibilidades do reconhecimento já lhe tinham sido dadas por Deus no caminho que ele havia pedido poder seguir! Como ele agora as enterrou profundamente através da própria má vontade, deve Deus agora, como seu servo, reabrir tal cova para ele! Comportamento pueril! Exatamente essa arrogância, essa exigência, fará com que agora seja mais difícil ao ser humano remir as blasfêmias contra Deus com isso cometidas! Eu vos digo: será mais fácil para qualquer ladrão ficar novamente livre de culpa, do que para uma alma humana que, esperando, ousa exigir que Deus deva reparar para ele a própria e maior culpa do ser humano mediante nova doação de reconhecimento! Exatamente aquilo que o próprio ser humano, na maneira mais rebelde contra a vontade de Deus, tomou sobre si como o mais pesado fardo de pecados!

Será uma luta árdua para as almas humanas, até que possam libertar-se das costumeiras transgressões do décimo mandamento de Deus, isto é, até que se modifiquem nisso, para finalmente viver realmente de acordo com o mesmo, no pensar, falar e agir! Para todos, porém, que não o conseguem, aguardam sofrimento e aniquilação aqui na Terra e no Além!

Amém!

Mensagem do Graal de Abdrushin


Índice

[Mensagem do Graal de Abdrushin]  [Ressonâncias da Mensagem do Graal] 

contato