Ressonâncias da Mensagem do Graal 2

de Abdrushin


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5. Ano novo 1935

Um novo ano! Em cada passagem de ano o ser humano se pergunta, o que o ano novo vai me trazer? Um pergunta de modo sereno e silencioso para si mesmo, quando tocam os sinos da passagem de ano, o outro com uma dor angustiante no coração, e muitos brincando despreocupadamente, em alegre companhia, rindo descontraidamente ou também desafiando o destino em bebedeiras e traquinice, a fim de levianamente levantar o véu, dispostos a enfrentar com obstinação aquilo que lhes está reservado.

Uma grande parte, porém, tem hoje rancor no coração, inveja e ódio em relação aos semelhantes, aos quais nada de bom desejam. Às escondidas visam desgraça e destruição, sedentos de vingança forjam planos, que no novo ano devem tornar-se realidade.

Apenas poucos, muito poucos, dos seres humanos juntam silenciosamente as mãos em humilde oração, a fim de aproximar-se de Deus em espírito, com sentimento de gratidão pela condução cheia de graça através do ano que se passou! Agradecimento, por ainda terem podido vivenciar sofrimentos e alegrias, que despertaram seu espírito ou deixaram-no amadurecer ainda mais no reconhecimento.

Assim fluem confusamente formas de pensamentos no início do novo ano. Uma mistura de veneno e leviandade, superficialidade e toda sorte de cobiças, vontade de dominar por meio de mentiras e fraudes... contudo, falta uma coisa: o anseio sincero pela verdadeira paz, que tem suas raízes na humildade e veneração a Deus! Anseio pela paz, por causa da paz. Isto o ser humano terreno não tem mais em si; pois sem pensamentos egoísticos ele não pode mais viver.

O último chamado de Deus aos seres humanos perdeu-se mais uma vez, eles continuam vivendo na ilusão, de que tudo na Terra deve orientar-se segundo a sua vontade, até mesmo o Senhor, seu Deus, se é que ainda O reconhecem.

Chegou, pois, o novo ano, o ano, que lhes trará surpresa e o vivenciar de que sua vontade nada significa perante aquela onipotente vontade de Deus, que os força a prostrarem-se de joelhos e quebra qualquer resistência. Os seres humanos deixarão de, com obstinação, introduzir sofrimentos no mundo; pois terão de se defender desesperadamente contra o refluxo impetuoso dos frutos de seu próprio falhar.

O ano, que hoje se inicia, trará os resgates grosso-materiais, visíveis aos seres humanos, perceptíveis, palpáveis, pelos quais não podem mais passar desatentos como até agora em relação a todos os acontecimentos espirituais!

Haverá um grande lamento em todos os países, por toda parte, e cumprir-se-ão as palavras, que pronunciei advertindo nos últimos anos!

Elas se cumprirão! Cada palavra!

Quantas vezes a humanidade já zombou e escarneceu de mim, por ter dito muitas coisas advertindo, as quais aparentemente não se cumpriram de imediato. Adeptos tornaram-se mornos e desconfiados por esse motivo, e vários bem-intencionados aconselharam que seria melhor se eu não falasse sobre tais coisas, porque apenas diminuiria o valor dos ensinamentos ou até o destruiria.

Os inteligentes seres humanos não supunham que eu tinha de falar assim, que era cumprimento de minha parte e que nisso eu não podia dar ouvidos à opinião dos seres humanos, não importando se esses pensavam de modo hostil ou favorável a tal respeito.

Eu não podia dar atenção ao seu escárnio nem às suas hostilizações, eu tinha que deixar passar tudo por mim e também presenciar calmamente, como vários adeptos se afastavam por isso de mim, os quais tinham em si grandes possibilidades para um serviço no Graal; pois eu tinha que continuar a falar assim, porque com isso eu cumpria, e por causa desse cumprimento vim à Terra!

Os seres humanos não sabiam ou não acreditavam que eu mesmo sou a lei viva e a Palavra Viva, a Palavra de Deus, a qual não profetiza, mas que é criadora, primordialmente criadora: ação!

E se o mundo inteiro tivesse me coberto continuamente de escárnio e zombaria, e se todos, duvidando, tivessem se afastado de mim, mesmo assim eu teria falado, sem deixar uma palavra sequer, assim, como o fiz; pois nessas palavras residem sagrados cumprimentos!

Que me importa o escárnio da humanidade, se eu atuo na vontade onipotente de Deus, vontade essa que sou! Que me importam as dúvidas da pequenez terrena, o sorriso complacente ou também o ódio dos seres humanos terrenos!

Eu conheço somente a ordem de meu Pai e nada mais! E essa será cumprida por mim, com ou sem o reconhecimento dos seres humanos.

Muitas vezes falei: minha palavra é ação! Contudo, ninguém jamais formou uma noção correta disso. Isso foi culpa dos próprios seres humanos. Quando falei do Juízo, então pensavam que seria apenas uma profecia e esperavam realização para breve, caso tivessem ouvido minhas palavras com confiança. Os outros, porém, apenas aguardavam poder agredir-me, se nada se realizasse na época que eles imaginavam.

Nem um sequer dos seres humanos sabia que imediatamente com minha palavra também se iniciava o acontecimento e, nascido assim, ressurgiu na engrenagem universal! Não era somente palavra humana, mas, sim, a Palavra de Deus, que atua criando no momento em que é pronunciada, e que jamais pára em seu atuar, até que seja cumprida integralmente!

Enquanto muitas pessoas consideravam minhas palavras como mera profecia, essas palavras já eram os primeiros golpes da espada julgadora de Deus contra toda a humanidade, que se tem em conta de mais inteligente e mais sábia que o próprio Deus, que só quer viver segundo sua própria vontade e até ousou desdenhar e assassinar todos os auxiliadores até hoje enviados por Deus, no mais sagrado amor!

E enquanto elas, em sua ignorância, zombavam de mim e de minha palavra, essa mesma palavra já percorria seus caminhos pela Criação inteira, atuando vivamente, para então, por fim, no fechamento do círculo, esmagando e destruindo, ou despertando e elevando, retornar à Terra, já que dela partiu!

E esta época do retorno chegou agora! A palavra já julgou em todas as partes universais e atinge agora a matéria grosseira desta Terra, bem como todas as almas que peregrinam em corpos terrenos grosseiros. Derruba violentamente todas as muralhas, que as almas ergueram para si, a fim de se esconder e se proteger por meio delas.

O novo ano traz o retorno de minhas palavras, com isso, o Juízo! Ponderai bem: nem sequer uma de minhas palavras se perdeu! Tudo vive e atinge agora os seres humanos, cumprindo o que essas palavras encerram.

Necessitava de seu tempo dentro da lei, para percorrer todos os Universos, antes de, no fechamento do círculo, retornar agora para o ponto de partida, para a Terra, trazendo consigo e em si o cumprimento final.

Continuamente os efeitos finais golpearão agora a humanidade, até que também a última de minhas palavras se cumpra integralmente!

Os efeitos retroativos chegam cada vez mais rápidos, concentrar-se-ão, por fim, sem interrupções, em um último grande golpe, porque a força de Deus se tornou agora livre na Terra, a fim de atrair e dissolver tudo, o que ainda segue, vibrando, seus círculos.

Tudo é simples na grandeza de Deus, se o ser humano apenas quiser compreendê-lo! Resumindo, dou-vos mais uma vez uma imagem sobre isso:

Eu tive que falar, no decorrer dos anos, em determinadas épocas de todo o acontecimento, que devia vir, para que se cumpra. Não devia ser uma advertência para os seres humanos, como eles o pensavam, mas era ação, cumprimento, que eu trazia com isso!

Com cada palavra surgia ao mesmo tempo espiritualmente o respectivo acontecimento. A força das palavras foi lançada para o Universo, a fim de percorrer os caminhos de todas as leis primordiais da Criação e, por fim, retornar para a Terra em bem determinada época. Seja o que for que falei, terá que se cumprir exatamente segundo a palavra, sem alteração no sentido! Não podem ocorrer retardamentos nem alterações; pois a palavra proveniente de Deus é vida e lei! Autocriadora na força do Senhor.

Por isso, já há anos tive que falar, avançando com o desenvolvimento, ancorar firmemente, através da palavra, sempre de novo coisas novas nesta matéria grosseira. Precisai apenas separar de todas as minhas preleções aquilo que falei criando e aquilo que falei ensinando; pois distinguireis facilmente duas maneiras de falar, que eu usei, que podeis reconhecer de forma bem exata, se vos esforçardes nesse sentido.

Assim, minha palavra tornou-se ação e trouxe o Juízo para todos os Universos, como agora nesta Terra trará o Juízo para vós!

De todas essas coisas vós, seres humanos, nada sabeis.

Somente após muitos anos compreendereis muitas coisas melhor ainda e pressentireis a grandeza, que reside em tudo, o que já aconteceu e que, agora, no novo ano ocorrerá!

Agradecendo, sim, jubilando, louvareis então o amor de Deus; pois tudo isso acontece para vós, seres humanos, para vossa salvação do pântano por vós próprios escolhido!

Por isso, cumprimentai o novo ano com alegre seriedade e agradecei a Deus pela Sua inconcebível graça de vossa libertação e redenção!

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